ATIVIDADE
DE GEOGRAFIA – PROFESSORES – MARCELO E VINÍCIUS
4º
BIMESTRE
TURMAS:
9º A/B/C/D/E/F
ORIENTAÇÕES:
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Copiar o texto e as questões no caderno,
responder, tirar foto e enviar até dia 06/11(sexta – feira);
·
Aos alunos do 9ºA – enviar para: mbatistaprof@gmail.com
·
Aos alunos dos 9º B/C/D/E/F – enviar para: viniciusjose@prof.educacao.sp.gov.br
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TEXTO DE APOIO:
Problemas socioambientais urbanos
A urbanização da sociedade aconteceu
de forma desigual em todo mundo. Os países considerados “centrais” assistiram
primeiramente aos seus processos de urbanização, apesar de outras civilizações
antigas também apresentarem o seu espaço urbano. Com o processo de colonização
e o consequente subdesenvolvimento, a urbanização nos países periféricos
consolidou-se apenas em meados do século XX, fruto da industrialização tardia
desses países.
O fato é que os distintos
processos de urbanização estão diretamente ligados à industrialização e todos
eles apresentam problemas tanto de caráter social quanto de caráter ambiental.
Boa parte desses problemas não está ligada somente ao processo de urbanização
em si, mas também à má distribuição de renda e às contradições sociais.
Problemas
sociais urbanos
Dentre os
problemas sociais urbanos, merece destaque a questão da segregação urbana,
fruto da concentração de renda no espaço das cidades e da falta de planejamento
público que vise à promoção de políticas de controle ao crescimento desordenado
das cidades. A especulação imobiliária favorece o encarecimento dos locais mais
próximos dos grandes centros, tornando-os inacessíveis à grande massa
populacional. Além disso, à medida que as cidades crescem, áreas que antes eram
baratas e de fácil acesso tornam-se mais caras, o que contribui para que a
grande maioria da população pobre busque por moradias em regiões ainda mais
distantes.
Essas
pessoas sofrem com as grandes distâncias dos locais de residência com os
centros comerciais e os locais onde trabalham, uma vez que a esmagadora maioria
dos habitantes que sofrem com esse processo são trabalhadores com baixos
salários. Incluem-se a isso as precárias condições de transporte público e
a péssima
infraestrutura dessas zonas segregadas, que às vezes não
contam com saneamento básico ou asfalto e apresentam elevados índices de violência.
A
especulação imobiliária também acentua um problema cada vez maior no espaço das
grandes, médias e até pequenas cidades: a questão dos lotes vagos. Esse
problema acontece por dois principais motivos: 1) falta de poder aquisitivo da
população que possui terrenos, mas que não possui condições de construir neles
e 2) a espera pela valorização dos lotes para que esses se tornem mais caros
para uma venda posterior. Esses lotes vagos geralmente apresentam problemas
como o acúmulo de lixo, mato alto, e acabam tornando-se focos de doenças, como
a dengue.
Dentre os
problemas sociais urbanos, entretanto, o principal é o processo de favelização. Esse se
associa também à concentração de renda, ao desemprego e à falta de planejamento
urbano. Muitas pessoas, por não disporem de condições financeiras para custear
suas moradias, acabam não encontrando outra saída senão ocupar de forma
irregular (através de invasões) áreas que geralmente não apresentam
características favoráveis à habitação, como os morros com elevada declividade.
Ocupação em áreas irregulares no Cambódia
A formação e proliferação de
favelas é a principal denúncia das desigualdades sociais no espaço urbano e são
elementos característicos das grandes metrópoles, como São Paulo, Rio de
Janeiro, Cidade do México e muitas outras. Vale lembrar que esse não é um
fenômeno exclusivo dos países pobres. A estimativa da ONU é de que, até 2030,
mais de 2 bilhões de pessoas estarão morando em favelas em todo mundo.
Problemas
ambientais urbanos
Muitos dos problemas ambientais
urbanos estão diretamente ligados aos problemas sociais. Por exemplo: o
processo de favelização contribui para a agressão ao meio ambiente, visto que
as ocupações irregulares geralmente ocorrem em zonas de preservação ou em
locais próximos a rios e cursos d’água.
Ademais, sabe-se que os problemas
ambientais, sejam eles urbanos ou não, são produtos da interferência do homem
na natureza, transformando-a conforme seus interesses e explorando os seus
recursos em busca de maximização dos lucros sem se preocupar com as
consequências.
As zonas
segregadas, locais mais pobres da cidade, costumam ser palco das consequências
da ação humana sobre o meio natural. Problemas como as enchentes são
rotineiramente noticiados. E a culpa não é da chuva.
Em alguns casos, o processo de
inundação de uma determinada região é natural, ou seja, aconteceria com ou sem
a intervenção humana. O problema é que, muitas vezes, por falta de planejamento
público, loteamentos e bairros são construídos em regiões que compõem áreas de
risco. Em outras palavras, em tempos de seca, casas são construídas em locais
que fazem parte dos leitos dos rios e, quando esses rios passam pelas cheias,
acabam inundando essas casas.
Em outros casos, a formação de
enchentes está ligada à poluição urbana ou às condições de infraestrutura, como
a impermeabilização dos solos a partir da construção de ruas asfaltadas. A
água, que normalmente infiltraria no solo, acaba não tendo para onde ir e
deságua nos rios, que acumulam, transbordam e provocam enchentes.
Cidade de Brisbane, na Austrália, sofrendo com inundações em 2011
Outro
problema ambiental urbano bastante comum é o fenômeno das ilhas de calor, que
ocorre nas regiões centrais das grandes cidades. Tal situação é consequência do
processo de verticalização, ou seja, a formação de prédios que limitam a
circulação do ar e, somada à retirada das árvores, contribui para a
concentração do calor. É por isso que as regiões centrais ou muito urbanizadas
estão sempre mais quentes que o restante da cidade.
Para
somar às ilhas de calor, existe também a inversão térmica, um fenômeno climático
que dificulta a dispersão dos poluentes emitidos pela ação humana. Em virtude
disso, gases tóxicos pairam sobre a superfície das cidades, provocando doenças
respiratórias e o aumento das temperaturas.
A falta de planejamento público e
a ausência de uma maior consciência ambiental constituem os problemas
ambientais urbanos, como a poluição das águas de rios, lagos e oceanos, o
aumento das temperaturas, a ocorrência de chuvas ácidas (fruto da emissão de
gases tóxicos na atmosfera), isso tudo somado às poluições visual e sonora.
EXERCÍCIOS
DE REFLEXÃO
1) Explique
o que é segregação urbana.
2) Existem
diferentes níveis de fome? Como pode ser diferenciado? Quais lugares estão mais
suscetíveis a esse problema?
3) Como
se explica o processo de favelização.
4) Quais
são as ações governamentais para combater a fome.